terça-feira, 15 de junho de 2010

Discurso de Abertura da Iniciativa "As políticas culturais em Portugal e na Europa"

Exmo. Senhor Presidente do PSD, Dr. Pedro Passos Coelho;
Exmo. Senhor Presidente da Distrital de Lisboa do PSD, DR. Carlos Carreiras,
Exmo. Senhor Dr. Amaral Lopes,
Exmos. Senhores Convidados,
Caros Companheiros,
Caros Amigos aqui presentes,

Em nome da Distrital de Lisboa da JSD, começo por agradecer a presença de todos vós nesta iniciativa dedicada à Cultura.
É, para nós, um orgulho realizar este debate, que pretende lançar para a opinião pública um debate sobre um tema constantemente adiado.
Sendo a Cultura um tema caro à Juventude, e um sector muitas vezes relegado para segundo plano, a Distrital de Lisboa da JSD pretende nesta tarde, recolocar na agenda política esta temática.
E porquê falar de Cultura no difícil momento económico que atravessamos?
A Cultura representa a base da civilização dos povos.
Reflicta-se no caso Grego… Apesar da Grécia estar a atravessar uma dramática crise sócio-económica, a cultura helénica perpetua-se nos tempos!
Gostaríamos de dar uma panorâmica geral do estado do Sector Cultural, quer em Portugal, quer na Europa. Assim como o seu real enquadramento na esfera das decisões políticas.
Pretendemos, também, contribuir para que todos vós, e nós, possamos formar uma opinião critica acerca do modelo de gestão cultural que gostaríamos de ver implementado no nosso País, assim como quais as mais valias económicas que deste sector podem advir.

É uma honra contar com a presença do Senhor Presidente do PSD, Dr. Pedro Passos Coelho, do Dr. José Amaral Lopes e de todos vós.
Um grande bem hajam!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Lisboa

Depois de algum tempo sem escrever neste blogue, por falta de tempo ou de vontade, hoje decidi expressar algumas ideias (pensamentos).
Escrever não é fácil. Muito menos quando não se tem vontade ou quando não sentimos forças para o fazer. Ao contrário de muitos, não escrevo só por escrever. Faço-o por necessidade, por sentido de responsabilidade.. e muitas vezes por desabafo.
Nunca aqui expressei nenhuma ideia decorrente do meu cargo de Vereadora em regime de substituição na Câmara Municipal de Lisboa. Talvez por achar que ainda não tinha informação suficiente para poder construir um juízo de valor meritório para ser escrito.
Hoje já não penso assim...
Já lá vão uns meses desde que fui à minha primeira reunião pública na CML e já algumas coisas existem para dizer.
De facto, as queixas dos munícipes são sempre as mesmas: degradação dos prédios da zona histórica da cidade, necessidade urgente de obras em habitações (camarárias ou não) e estabelecimentos comerciais, espaços verdes, higiene urbana, estacionamento, segurança, problemas em creches e escolas completamente degradadas... enfim.... problemas que interferem directa e imediatamente com o quotidiano dos munícipes e que impedem a vivência plena desta linda cidade de Lisboa!
Para as mesmas queixas, as mesmas respostas... "estive a ver hoje as sua situação"... "vamos iniciar o projecto"... está pronto em breve... daqui a uns meses"...

E as pessoas esperam, ou melhor, desesperam...
E os prédios caem ou ardem, algumas vezes com vitimas...

E nós? Sentimos que estamos de mãos e pés atados. A olhar para o sofrimento de quem em nós depositou a sua confiança, o seu voto.

Não posso deixar de me referir à Juventude. Este executivo municipal não tem um pelouro da Juventude!!! Como é que é possível?
Resposta (deles): todos os assuntos são do interesse da Juventude, por isso todos os vereadores respondem à Juventude! Claro que sim... Eles não respondem aos assuntos respectivos das suas pastas, vão lá responder pelos assuntos referentes à Juventude. Aliás, como dizia ontem um munícipe, até já se "esqueceram que foram jovens"!

Assim vai a minha querida cidade...


quinta-feira, 15 de abril de 2010

O meu "amigo do céu"

Hoje falava com uma amiga minha sobre as pessoas que perdemos ao longo da vida...

Lembrei-me de variadas pessoas que já partiram. Das saudades que deixaram. Da importância que tiveram (e ainda têm).

E recordei o meu "amigo do céu", o Tio Zé Manel. O meu querido amigo que fazia anos por estes dias.
A nossa amizade foi curta. Conheci-o em Agosto de 2002 e ele "partiu" no dia 11 de Feveiro de 2003.
Apesar de tudo, foram meses de uma amizade que cresceu diariamente e de forma intensa. Era amigo dos meus pais, mas tinha um espírito muito jovem. Sabia arrancar um sorriso quando era necessário... E dava sempre um sábio conselho quando eu precisava. Falei com ele na véspera do trágico acidente e combinámos jantar na 6ª feira seguinte... Em Maio de 2003, por altura da Benção das Fitas, entreguei uma fita para que a mulher e a filha escrevessem algo por ele, pois ele tinha um lugar especial na minha Pasta. Elas escreveram que ele dizia que eu era uma "menina especial"...
Acredito que não há coincidências e, todos os anos, por altura do seu aniversário e da sua morte, recordo-me sempre dele.
...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Discurso

O meu discurso na sessão de esclarecimento do Dr. Paulo Rangel em Cascais, no passado dia 24 de Março:

Ex.mo Senhor Dr. Paulo Rangel, futuro presidente do nosso Partido,
Ex.mo Senhor Mandatário Nacional da Candidatura, Dr. António Capucho,
Ex.mo Senhor Dr. Mário David, director nacional da candidatura,
Ex.mo Senhor Dr. Marco Almeida, director distrital,
Ex.mos Autarcas presentes,
Caras e caros Companheiros,

Depois de 4 semanas de intensa campanha de norte a sul do País e nas Regiões Autónomas, encontramo-nos aqui reunidos para ouvir o nosso candidato a líder do Partido a apenas 2 dias da votação.

Foi uma campanha árdua mas muito gratificante!

É um gosto imenso verificar os apoios ao Dr. Paulo Rangel crescerem todos os dias!

É por isso que acredito que vamos ganhar!

Na próxima 6ª feira é importante que votemos em consciência naquele que julgamos ser o melhor candidato a líder do Partido mas também para 1º Ministro de Portugal!

E aí não há dúvidas!

Dr. Paulo Rangel saiba que pode contar connosco!

A Juventude do Partido, contrariamente ao que alguns querem fazer parecer, está com a sua candidatura!

Assim sucede também com a Juventude do nosso País!

E não me refiro somente aos apoios públicos que já lhe forem demonstrados pelo Presidente e pela maioria dos vice presidentes da estrutura nacional da JSD.

Os jovens militantes anónimos, com quem contacto diarimente, também me expressam a concordância integral com os seus pontos de vista para o Partido e para o País!

Por isso, o caminho para a vitória está traçado!

E eu sei que o Dr. Paulo Rangel sabe que não só nas camadas mais jovens do nosso Partido existem pessoas a apoia-lo e a incentivá-lo.

Devo aliás dizer-vos, caras e caros companheiros, que uma das coisas que mais me impressiona nesta candidatura é a grande abrangência etária, geográfica e social que ela comporta!

Sendo a expressão da vontade dos militantes um acto livre, secreto e pessoal, sei que na próxima 6ª feira à noite teremos para líder do PSD o melhor de entre nós todos!

Dr. Paulo Rangel, o senhor fez-nos acreditar, fez renascer a esperança. O seu inconformismo inspira-nos, a sua determinação e vontade de ruptura são o estímulo que nos faltava!

Conte connnosco porque nós sabemos por aquilo que já fez pelo Partido, que poderemos contar consigo!

Obrigada.

(um especial agradecimento aos meus queridos amigos Jorge Morgado e Mário David que me ajudaram a escrever estas palavras de apoio ao Dr. Paulo Rangel, um grande bem-haja para os dois).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Esta música não me sai da cabeça!!!

The Corrs
No frontiers


If life is a river and your heart is a boat
I'm just like a water baby, baby, born to float,
And if life is a wild wind that blows way on high,
And your heart is a million dying to fly,
Heaven knows no frontiers and I've seen heaven in your eyes

And if life is a bar room in which we must wait,
'round the man with his fingers on the ivory gates,
Where we sing until dawn of our fears and our fates,
And we stack all the dead men in self addressed crates,
In your eyes faint as the singing of a lark,
That somehow this black night,
Feels warmer for the spark,
Warmer for the spark,
To hold us 'til the day,
When fear will lose its grip,
And heaven has its way,
Heaven knows no frontiers,
And I've seen heaven in your eyes

If your life is a rough bed of brambles and nails,
And your spirit's a slave to man's whips and man's jails,
Where you thirst and you hunger for justice and right,
And your heart is a pure flame of man's constant night,
In your eyes faint as the singing of a lark,
That somehow this black night,
Feels warmer for the spark,
Warmer for the spark,
To hold us 'til the day when fear will lose its grip,
And heaven has its way,
And heaven has its way,
When all will harmonise,
And know what's in our hearts,
The dream will realise

Heaven knows no frontiers,
And I've seen heaven in your eyes,
Heaven knows no frontiers,
And I've seen heaven in your eyes

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Voto Obrigatório

Escrevi este artigo de opinião a pedido do meu companheiro Tiago Mendonça. Deixo aqui para quem quiser ler....
Voto obrigatório?
Quando se fala em voto, ou sufrágio, é inevitável vir à memória a palavra Democracia, cuja essência reside na ideia do poder nas mãos do povo, sendo este quem decide. O voto, ou sufrágio, pode ser facultativo, sendo o seu exercicío deixado à vontade dos eleitores, ou obrigatório, quando o eleitorado é obrigado a votar sob pena de ser objecto de sanções, que podem revestir diversas formas(censura pública, multa, incapacidade temporária de exercicio de funções públicas, pagamento de determinada contribuições ou multas).
De facto, o conceito do voto obrigatório apareceu na Grécia Antiga, sendo o seu precursor Solón, considerado um dos Sete Sábios da Grécia Antiga e o pai da primeira grande e profunda reforma politica na Grécia, o qual criou uma lei que obrigava os cidadãos atenienses a não se absterem nas votações da assembleia, caso contrário perderiam os seus direitos (foi esta a primeira ideia de sufrágio obrigatório).
Na actualidade, o sufrágio obrigatório é lei em países como o Brasil, a Bélgica, o Luxemburgo e a Grécia.
Na generalidade das discussões acerca da conveniência ou não do sufrágio obrigatório, existem vários argumentos consistentes. Quem é a favor do sufrágio obrigatório tem por hábito defender que o voto é antes de mais um dever; que por meio do voto obrigatório a grande maioria dos cidadão adere ao acto eleitoral, participando mais activamente; que a consistência do voto obrigatório permite uma maior e melhor educação politíca dos cidadãos, beneficiando em larga medida o processo eleitoral. Os defensores do voto facultativo, por seu lado, argumentam que o voto é um direito, o qual se adequa mais à vontade de as pessoas de se dirigirem ou não às urnas de voto; é o mais adoptado pelos paises dito desenvolvidos e de elevada tradição democrática; esta forma de voto melhora a qualidade do pleito eleitoral pela participação de eleitores conscientes e motivados e que é ilusão acreditar que o voto obrigatório possa gerar cidadãos politicamente evoluídos.
Em Portugal, o direito ao voto encontra-se consagrado no artigo 49º da Constituição da República Portuguesa, incluído no capítulo dos “Direitos, liberdades e garantias de participação politíca”, ou seja, é um direito fundamental, que imputa ao cidadão a capacidade de ser parte activa na sociedade politíca. Estamos perante um direito fundamental, que como explica o Prof. Jorge Miranda são “os direitos ou posições jurídicas subjectivas das pessoas enquanto tais, individual ou institucionalmente consideradas, assentes na Constituição da República Portuguesa”.
Contudo, a par de outros direitos constitucionalmente consagrados, existem deveres ligados a direitos fundamentais, são os chamados deveres conexos com direitos fundamentais. E neste campo podemos referir que o dever civico do voto está conexionado com o direito de voto (artigo 49º/2 CRP). É um dever de carácter cívico-politíco, um dever do cidadão para com o Estado, relacionado com a própria existência e funcionamento da colectividade politíca organizada.
Pelo exposto, e em jeito de conclusão, esta temática surge quase sempre após os diversos actos eleitorais realizados. E isso deve-se às elevadas taxas de abstenção que se registam, um pouco por todo o lado, mas mais particularmente em Portugal. O sistema democrático enfrenta constantemente novos desafios e não se pode evitar a mudança!
Votar é, assim, mais do que um direito, é um dever, o dever da responsabilidade que cada cidadão tem para com o país, quando escolhe os seus representantes, quando decide quem governa, podendo mudar o rumo do país (ou da União Europeia, no caso disso) e é a sua oportunidade para se fazer ouvir.
Sou a favor do voto obrigatório, sem dúvida!
Tenho trocado opinião com amigos, colegas, companheiros. Muitos refutam os meus argumentos. Falam em antidemocrático, outros até referem a sua inconstitucionalidade. A meu ver, o sufrágio obrigatório nada tem de antidemocrático, aliás, acredito que enriquece a democracia, colocando à prova a qualidade dos nossos políticos... aliás, os cidadãos apenas são “obrigados” a votar... mas podem sempre votar em branco!
Também nada tem de inconstitucional. Como anteriormente referi, o direito ao voto é um direito fundamental, como tal, a natureza dos direitos fundamentais, como principios ordenadores, não significa que através deles se processo uma supraordenação, os limites dos direitos fundamentais não são apenas formados por outros direitos fundamentais. No sentido de fugir ao completo falseamento do acto eleitoral onde se verifique uma elevada abstenção, manifetsndo-se apenas a “opinião” de uma minoria, há que proteger acima de tudo o Estado de Direito!!!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mais um dia

Deixa acontecer

Ah, não tente explicar
Nem se desculpar
Nem tente esconder
Se vem do coração
Não tem jeito, não

Deixa acontecer
O amor é essa força incontida
Desarruma a cama e a vida
Nos fere, maltrata e seduz
É feito uma estrela cadente

Que risca o caminho da gente
Nos enche de força e de luz
Vai debochar da dor
Sem nenhum pudor
Nem medo qualquer

Ah, sendo por amor
Seja como for
E o que Deus quiser

Vinicius de Moraes

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Outro Poema

ESPERANÇA
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano

Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mario Quintana

Um poema

BILHETE

Se tu me amas,
ama-me baixinho.

Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.

Deixa em paz a mim!

Se me queres,
enfim,

.....tem de ser bem devagarinho,
.....amada,

.....que a vida é breve,
.....e o amor
.....mais breve ainda.

Mario Quintana

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O dia mais feliz da minha vida

Quantas vezes não damos por nós a pensar: Qual foi o dia mais feliz da minha vida? E na tentativa de uma resposta imediata, surgem-nos vários dias, diversos acontecimentos que nos marcaram a existência enquanto homens e mulheres: o dia em que terminei o curso; o dia em que comprei a minha casa; o dia do meu casamento... enfim, muitas hipóteses se deparam.
Pois bem, eu não tive apenas um dia, tive dois dias mais felizes da minha vida: o nascimento dos meus filhos!
Foi a concretização de um sonho de menina: ser mãe! Foram momentos mágicos, únicos! Dias que quero guardar para sempre na minha memória. Experiências diferentes, mas fantásticas. Horas que recordo sempre e que me dão força a cada minuto que passa!
São os meus tesouros: Madalena e Manel!

O título

O título do blog deve-se a uma música que eu ouvi ontem pela primeira vez e não me sai da cabeça!

Era uma vez um pensamento teu

Era vez um pensamento teu
Quase podia ser segredo meu
E teu
Era quem sabe um tempo de inventar
Subir o teu corpo
Cair do teu sonho
E ficar em nós

Era uma vez um medo que voou
Que se fez asa, sopro, ar
Nunca mais voltou
E eu sem saber porquê fui atrás
E ainda o vi
Esconder-se de ti
Era talvez um tempo de te amar
Era talvez um tempo de sentir

Era uma vez um pensamento meu
Quase podia ser segredo teu
E meu
Era quem sabe um tempo de inventar
Subires o meu corpo
Caíres do meu sonho
E ficares em nós

Era uma vez um sonho que não sei
Que se fez asa, sopro, ar
Quase lhe toquei
E a pressentir porquê fui atrás
E ainda o vi
A esconder-se em mim
Era talvez um tempo pra te dar
Era talvez um tempo de te amar

O tempo que não foi tempo não passou
O sonho que se fez pele e se guardou aqui ficou
Como se fosse sopro, asa, ar, escondeu-se em nós
E no teu olhar
Fica pra sempre um tempo de te amar
Fica pra sempre tanto do que sou
Mafalda Veiga

Boas Vindas

Decidi criar o meu blog. Espero que seja um espaço de reflexão e de partilha. Pretendo, através deste espaço cibernáutico, expressar emoções, informar, divagar. Bem haja!